Acreditar e remar fazem as coisas acontecerem

Seguindo um olhar amplo entre as músicas espirituais, os mantras repetidos à exaustão (que nos lembram ladainhas católicas) e os PNLs – processos mentais motivacionais –  o que nos remetem?

Simplesmente a um impulso cerebral de acreditar e remar.

Tornar consciente, o inconsciente, a fé, a semente da esperança.

Remar sem fé. Simplesmente com um objetivo de ter coragem, impulso, seguir.

Ao parar o cérebro de devaneios (ou de memes e redes sociais) como um motor, um fogão a lenha, o que fazemos?
Enchemos de lenha nosso cérebro para realizar nosso objetivo. Uma combustão.

Caminhar sem consciência, por vezes.
Porque paralisado você só cria teias de aranha.

Então, ao decidir caminhar (e viver o seu melhor) você simplesmente precisa agir, mesmo não crendo.
Remar.

Como no poema de Drummond,  José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

A gente marcha, rema, acredita.

Até mesmo para estudar (alimentar o agir intelectual) é preciso crer que se é capaz.
Impulso interno, semente do ego, limpeza de personalidade estática… Simplesmente, vai!

Ontem, recebi uma ligação do meu filho contando que está assistindo…

– “Esses vídeos que falam para a gente seguir, ter coragem.. Como é mesmo o nome, mãe?” – fala, João.

– “Motivacionais, filho.” – respondo.

– “Isso, mãe! Assiste quando você puder, os vídeos do Nando Pinheiro. Ele é o melhor do youtube.” – conta, meu filho.

– Sério, filho?! Uau! Isso vai contribuir na sua coragem, no agir. Que legal!” – respondo entusiasmada.

Nando Pinheiro tem vídeos com as garras do Wolverine  – créditos ao final desse post – o que mostra uma correlação entre seu imaginário e a vontade da força de vontade.

Está tirando notas boas e superando os medos e receios dos anos anteriores. O que contribui socialmente de maneira indiscutível.

Junto a esse momento ele me fez algumas exigências, por sinal maravilhosas, para continuar indo bem na escola. (Traçando seu plano de ação, certo?) 😉

Na minha adolescência eu lia livros de autoajuda. Modernidade, os vídeos, hoje, o tem inspirado.

E como mãe, eu fico pirada na felicidade intrínseca, interna, de saber que um ser, durante a puberdade/adolescência, vivencia o crer em si mesmo.

Porque sei que esse gatilho de caminhar acreditando na vida e crer que se é capaz de viver sonhos, realizar acima do que foi imposto pela experiência, ver as mudanças que ocorrem dentro e fora de si como permanentes aprendizados ultrapassa qualquer curso, língua, competência racional, intelectual.

A crença interior constrói um ser.

É a competência emocional para se criar resistência (ou resiliência) em um mundo insano como este.

Crer em si mesmo ultrapassa as dores internas e externas. Crer em si mesmo realiza.

Não importa a nomenclatura e a metodologia, meditação, espiritualidade, PNL, mindset…

O que importa é obter as limpezas e reduzir as toxicidades mentais e sociais de que não se é capaz de fazer mais por si mesmo. 

Acreditar e remar.

Internalizamos bons valores, agimos coerentemente a eles.

Sua mochila abstrata.

Suas crenças condicionantes, limitantes, não te bastam. Superar os medos.

Eu desejo que todos tenham crença em si mesmo.

Sigamos, eu e ele nessa educação.

Tem vários outros valores para, juntos, aprendermos, apreendermos.

Eu e ele, meu filho. Nenhum dos dois é completo. Como diz Cortella, não nascemos prontos e morrermos. Nos fazemos enquanto vivemos.

Nem mesmo nos completamos, juntamente.

Não é por meio do outro, nunca foi.  Simplesmente, juntos, compartilhamos, partilhamos juntamente esse aprendiz que é o viver.

Te amo, filho!

Vai na garra segurar com as suas mãos seus sonhos e viver. 

 

 

Créditos: vídeos motivacionais que influenciaram o dia do meu filho no link abaixo. Gratidão, Nando Pinheiro! Yeah!

https://www.youtube.com/watch?v=zdiSqq6joTs

Julia Scheibel

Mestre em Comunicação com ênfase em Com. Organizacional. Possui MBA em Gestão da comunicação nas Organizações e graduação em Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista (2003) com certificado de honra ao mérito pelo projeto Experimental RANTEC - Tecnologia em Ranicultura. Atuou nas áreas de comunicação das instituições públicas: Ministério da Educação, na Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico pelo Programa PNUD, na Assessoria de Comunicação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e no Ministério da Cultura. Há 10 anos no Sistema Indústria, iniciou na Gerência de Relações Públicas em organização de eventos de grande porte, gestão de softwares e projetos de relacionamento e hoje atua na gestão orçamentária, planos de ações, pareceres sobre pesquisas e gestão da comunicação da Diretoria de Comunicação do Sistema Indústria - CNI, SESI, SENAI. Atua também, como atendimento às entidade, na gestão e coordenação das apresentações diferenciadas dos Diretores e Presidência do Sistema Indústria.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *