A busca da felicidade ou do sentido da vida

Beira a estupidez, a necessidade constante de felicidade. Uma embriaguez, uma anestesia dos verdadeiros sentimentos e da própria verdade. Por certo, eu e você buscamos isso. Felicidade constante, importante, êxtase, orgasmo. Mas esse desejo sem fim, claro, não permanece em vida longa alguma.

Beira a estupidez, a necessidade constante de felicidade. Uma embriaguez, uma anestesia dos verdadeiros sentimentos e da própria verdade. Por certo, eu e você buscamos isso. Felicidade constante, importante, êxtase, orgasmo. Mas esse desejo sem fim, claro, não permanece em vida longa alguma. Não se espelhe, não deseje. Tudo são fatos. Aqui no obvious a gente narra. Trazemos esse olhar pra dentro, essas dores, algo mais sensato.

Há que se dizer que existe uma idiotização da vida moderna, uma busca incessante por uma sensação inebriante – eterna, de felicidade.

Não gostamos da bagunça, mas também não gostamos da organização. Não queremos a serenidade da vida casada, e logo nos cansamos da agitação de uma vida urbana solitária. Ter ou não ter filhos… Ser ou não um agente de mudanças… Encontrar a anestesia do dia no copo de cerveja ou a desintoxicação na manhã no suco verde. Detox. Detox de vida, vivida?

Não há soluções a sete passos para o sucesso, seguir gurus, buscar entender tudo e todos. Cada um tem um quê só seu. O sentido que a sua vida te dá. É um sentido que gera momentos de felicidade.

E a felicidade não é constante… É regada de risadas, aconchegada no cobertor do amor, por si só ou com outrem. É o sentido que a sua vida tem.

Sentido é por vezes estressante… Como a palavra – sentido, dolorido. Ele tira e descortina a fumaça do conforto. Sentido… Esse bichinho, esse comichão te leva a caminhar. Sentido te eleva. A gente deixa de viver por aqui só a passear…

Pode ser seu casamento, pode ser um engajamento. Pode ser até antissocial. Pode ser uma causa, pode ser um ato insensato, impensado, desastrado.

Há destroços na história da gente que ninguém entende… Mas é neles que elevamos nosso entender do que é, simplesmente, viver. Um processo interior, uma experiência de vida, uma vida vivida.

Algo gerou um insight… E te conectou com o todo. Um momento sublime… Uma cosmologia interna, uma experiência de vida pessoal, bem pessoal. Uma meditação.

A vida é isso, ela não pede, ora ou outra ela simplesmente exige.

Afinal, correr atrás da felicidade… Essa há de ser uma corrida eterna. Já, buscar o sentido da vida… É ele que te encontra, porque não é você quem busca.

Ao buscar felicidade em uma linha reta, muito se perde na visão reta e longilínea (tal qual um animal com cabresto e o tapa-olho). É através do movimento do pescoço – 45, 90, 360 graus – que o sentido da vida cresce, floresce, expande e te fortalece.

Julia Scheibel

Mestre em Comunicação com ênfase em Com. Organizacional. Possui MBA em Gestão da comunicação nas Organizações e graduação em Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista (2003) com certificado de honra ao mérito pelo projeto Experimental RANTEC - Tecnologia em Ranicultura. Atuou nas áreas de comunicação das instituições públicas: Ministério da Educação, na Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico pelo Programa PNUD, na Assessoria de Comunicação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e no Ministério da Cultura. Há 10 anos no Sistema Indústria, iniciou na Gerência de Relações Públicas em organização de eventos de grande porte, gestão de softwares e projetos de relacionamento e hoje atua na gestão orçamentária, planos de ações, pareceres sobre pesquisas e gestão da comunicação da Diretoria de Comunicação do Sistema Indústria - CNI, SESI, SENAI. Atua também, como atendimento às entidade, na gestão e coordenação das apresentações diferenciadas dos Diretores e Presidência do Sistema Indústria.

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